Há uma densidade silenciosa na sombra.
O arco metálico, coberto pela vegetação, é uma tentativa humana de moldar o crescimento. Mas as plantas avançam, ocupam, contornam o ferro. O tempo não respeita limites — ele os envolve.
A luz no fundo não é promessa; é continuidade.
As pétalas espalhadas no chão indicam que algo já aconteceu. Floresceram. Caíram. Permanecem ali como marcas discretas de um ciclo invisível.
O portal não pertence a quem o atravessa.
Ele pertence ao tempo.
Ele pertence ao tempo.
E o tempo não se detém na travessia.
Ele apenas segue.
Ele apenas segue.
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